Contrato

Não se costuma chamar o Irmão de Maria de "Irmão" porque, de fato, ele não é um Religioso, mas um leigo.

O Religioso vincula-se à sua vocação pelo voto. O Irmão de Maria vincula-se por meio de um contrato com seu Instituto. No mundo dos leigos as coisas são contratadas e os procedimentos determinados segundo estes contratos. No mundo dos Religiosos se faz votos e se procede conforme os votos. O religioso que não assume seu voto, agride a ordem de Deus. O leigo que não assume seu contrato também agride a ordem de Deus.

O Religioso faz votos diante de Deus, comprometendo-se pelos Conselhos Evangélicos: virgindade, obediência e pobreza. Dispõe assim de uma poderosa ferramenta para o seu comportamento. O Irmão de Maria contrata com seu Instituto os Conselhos Evangélicos e permanece leigo justamente por isto.

O contrato realiza-se entre dois componentes humanos. O voto realiza-se entre homem e Deus. Por isso o voto é confirmado pela autoridade da Igreja. O contrato é confirmado, pelo consentimento dos componentes humanos que o celebram.

Quando o Irmão de Maria assume viver a virgindade, a obediência e a pobreza, faz, no fundo, dois contratos ao mesmo tempo: um contrato jurídico e um gratuito. Com a Comunidade o Irmão de Maria faz um contrato jurídico, com a Mãe de Deus um contrato gratuito. "Gratuito" quer dizer: os que contratam contribuem livre e generosamente para o objetivo do contrato.